terça-feira, 11 de agosto de 2009
Livros *1 - Democracia (?)
Estou pela segunda vez lendo os primeiros capítulos do livro: "Artes sob Pressão". Segunda vez porque pela quantidade de informações que traz o autor fica impossível ler sem se concentrar, entender, refletir... e isso demanda tempo, força de vontade e mais tempo! Já tenho esse livro há alguns meses e agora estou com mais tempo e força de vontade (espero eu,rs!) para ir em frente com a leitura e tudo que ela exige.
O autor se chama Joost Smiers. Estou lendo a tradução feita por Leonardo Brant. (Por sinal o conheci em um curso sobre Gestão Cultural em São Paulo, em meio as minhas aventuras atrás de conhecimentos sobre cultura. Essa foi mesmo,rs!). Bem, o nome original do livro é Arts under Pressure. Acredito que para os que estudam ou curtam muito o tema, esse livro deva ser bem conhecido, mas aos que não conhecem segue a dica.
Em síntese o autor questiona que tipo de vida artistica local subsiste na era da globalizaçao econômica e por que essa é uma questão que necessita ser discutida.
Achei relevante comentar sobre esse livro agora, porque no post anterior termino com uma visão bem segregada do público que o artista quis atingir e Joost discute logo no primeiro capítulo:
" As artes são preeminentemente uma área em que imcompatibilidades emocionais, conflitos sociais e questões de status chocam-se mais intensamente do que normalmente ocorre na comunicação diária. (...) É equivocado acreditar que a arte contribua exclusivamente com os aspectos belos, prazerosos, inocentes ou moralmente respeitáveis de nossa existência. Ela alimenta nossas aspirações pessoais confessas e secretas nas várias atividades de nossa preferência, contendo elementos diversos, do rasteiro ao místico. (...)
Lionel nos lembra "existe uma feroz competição endêmica em muitas comunidades sobre quem obtém prazer, que prazer, onde, com quem e a que custo ou imposto" (TIGER, 1992, P.6). "
Apesar da sua abrangência ao falar de arte em suas diversas manifestações seja na música, teatro, dança, artes visuais, cinema, design, ..., achei interessante trazer sua reflexão uma vez que me parece não se limitar aos tempos atuais de globalização, e em uma análise mais ampla, se extende também a períodos da história da arte. Digo isso no que se refere a questão do status, do limitar o acesso ao conhecimento a algumas poucas classes, das mensagens subliminares que só permite sua interpretação por um público mais esclarecido e culto (como diz no livro A Arte de ver a Arte). Arrisco este comentário no que trata das Artes Visuais.
Em alguma parte da sua introdução o autor defende que a democracia é a resposta a várias perguntas, entre elas, porque as artes são importantes em qualquer sociedade? Acredito que seria ainda mais interessante se a democracia não só permitisse a "expressão da arte" de forma livre, mas muito mais, que essa democracia permitisse sua acessibilidade de forma ainda mais criativa, abrangente, simples e a todos. Continuo buscando como posso fazer isso. Aceito sugestões...
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2 comentários:
Que bom que me faz visitinhas ao blog! Uma pena ter perdido a companhia da volta pra casa... mas agora vejo que ganhei uma companheira de posts! : )
Paula!!!
Um pena mesmo n estarmos mais próximas, tricotando e filosofando culturas! Mas o blog nos uniu de novo! rsrs!
Sempre por perto! Bjs!
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