quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Artes Visuais *4 - Body Art

Conheci o trabalho da Emma Hack, artista australiana, há pouquíssimo tempo.
Sua sensibilidade e qualidade nas pinturas me chamaram muita atenção.
Me deu muita vontade de imaginar meu corpo como uma tela.
E em você, não?! ;)

Vale conhecer mais para quem curte:
http://www.emmahack.com.au/






Aos "E-N-C-A-N-T-A-D-O-S!"


"Escrevo só para não falar sozinho."


Li essa frase por aí e achei engraçada.

Muitas pessoas escrevem para não falarem sozinhas, mas falar sozinha é algo tão normal para mim, que às vezes me pego em cada situação, rs!! Acredito algumas das pessoas que escrevem por esse motivo, se entregam a escrita com menos dedicação. Não dão a chave de acesso ao seu universo de forma simples. Por despreocupação com o outro.

Quero cada vez mais me afastar desse tipo de escrita, que ao meu ver, pode ser às vezes egocêntrica. Acho que ao se escrever um blog e torná-lo público, o mais interessante é a interação. O quanto ele instiga, diverte, faz pensar. Se torna um espaço para pensamentos compartilhados... Discussões. Reflexões. Não importa. Escrever com um propósito é bem mais interessante!

Joguei esse pensamento para anunciar que volto para a escrita com um propósito!

Mais focado! E frequente! Hope so!!! rs!

Quero discutir de forma ainda mais intensa sobre diversidade cultural, manifestações artísticas e assuntos relacionados. Mas sem pretensão de conhecimentos acadêmicos ou por extremo intelectualizados.

Acredito que a arte é muito mais simples, mais humana, mais próxima do ser humano, do que a forma que é retratada por muitos. O real artista sente a arte com o coração. E se torna algo muito mais simples, acessível e interessante, do que seu aprendizado teórico e seus discursos densos.

A pretensão se resume apenas a expandir os pensamentos a cada vez mais mentes também. Aqueles que curtem e se arrepiam com as possibilidades de criar do ser humano.

Isso me fascina. Encanta.

As portas continuam abertas para cada vez mais
"E-N-C-A-N-T-A-D-O-S!"
Mais e mais!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

"Quando estiver em dúvida, Escolha o caminho mais desafiador"

Em meio a cada dia de tantas notícias que nos distanciam do ideal da paz, agora, no local onde nos encontramos e que nos coloca em constantes dúvidas, sentimentos de fuga e uma importância muito maior somente a "minha" felicidade, uma vez que a do outro é problema dele... compartilho trechos de um poema que me traz força e uma voracidade por luta ainda maior nas ações diárias por esse grandioso ideal.
Vale a leitura! Acredite!
"
Para viver com esperança,
Precisamos de paz.
Para uma existência feliz,
Devemos evitar a guerra
a todo custo
Há algo mais precioso
Que todos os tesouros do Universo -
E é nossa vida

É por isso que
Não devemos concordar
Com as ações sem escrúpulos
Que prejudicam a vida (...)
Não há nada
Mais bárbaro que a guerra
Nem nada
Mais cruel

Quanto mais profunda

a escuridão,

Mais perto está o alvorecer.
A paz
Não é algo distante.
A paz
significa cuidar
e valorizar
Um único indivíduo.
É levar alegria, e não sofrimento,
Para nossa mãe.
É nos aproximar daqueles
Que são diferentes de nós.
É ter sabedoria
Para a reconciliação após a discussão

E é proteger
Nosso belo mundo
natural.
É fomentar
Uma rica cultura.
É recusar-se a construir nossa felicidade
Sobre a infelicidade dos outros.
É compartilhar
As alegrias e os
sofrimentos
dos outros.

Não fiquem em silêncio.
Falem com coragem.
A paz se propaga onde as vozes
Ressoam como uma canção.
A paz se aprofunda
Por meio do diálogo amigável.


As dificuldades
nos tornam fortes.
Os problemas
fazem surgir a sabedoria.
As tristezas cultivam
a compaixão pelos
outros.
Aqueles que mais
sofreram
São os que conseguem
ser
os mais felizes!
"

*Trechos do poema: Paz - a base para a eterna felicidade da humanidade por Daisaku Ikeda

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Livros *1 - Democracia (?)


Estou pela segunda vez lendo os primeiros capítulos do livro: "Artes sob Pressão". Segunda vez porque pela quantidade de informações que traz o autor fica impossível ler sem se concentrar, entender, refletir... e isso demanda tempo, força de vontade e mais tempo! Já tenho esse livro há alguns meses e agora estou com mais tempo e força de vontade (espero eu,rs!) para ir em frente com a leitura e tudo que ela exige.

O autor se chama Joost Smiers. Estou lendo a tradução feita por Leonardo Brant. (Por sinal o conheci em um curso sobre Gestão Cultural em São Paulo, em meio as minhas aventuras atrás de conhecimentos sobre cultura. Essa foi mesmo,rs!). Bem, o nome original do livro é Arts under Pressure. Acredito que para os que estudam ou curtam muito o tema, esse livro deva ser bem conhecido, mas aos que não conhecem segue a dica.

Em síntese o autor questiona que tipo de vida artistica local subsiste na era da globalizaçao econômica e por que essa é uma questão que necessita ser discutida.

Achei relevante comentar sobre esse livro agora, porque no post anterior termino com uma visão bem segregada do público que o artista quis atingir e Joost discute logo no primeiro capítulo:

" As artes são preeminentemente uma área em que imcompatibilidades emocionais, conflitos sociais e questões de status chocam-se mais intensamente do que normalmente ocorre na comunicação diária. (...) É equivocado acreditar que a arte contribua exclusivamente com os aspectos belos, prazerosos, inocentes ou moralmente respeitáveis de nossa existência. Ela alimenta nossas aspirações pessoais confessas e secretas nas várias atividades de nossa preferência, contendo elementos diversos, do rasteiro ao místico. (...)

Lionel nos lembra "existe uma feroz competição endêmica em muitas comunidades sobre quem obtém prazer, que prazer, onde, com quem e a que custo ou imposto" (TIGER, 1992, P.6). "

Apesar da sua abrangência ao falar de arte em suas diversas manifestações seja na música, teatro, dança, artes visuais, cinema, design, ..., achei interessante trazer sua reflexão uma vez que me parece não se limitar aos tempos atuais de globalização, e em uma análise mais ampla, se extende também a períodos da história da arte. Digo isso no que se refere a questão do status, do limitar o acesso ao conhecimento a algumas poucas classes, das mensagens subliminares que só permite sua interpretação por um público mais esclarecido e culto (como diz no livro A Arte de ver a Arte). Arrisco este comentário no que trata das Artes Visuais.

Em alguma parte da sua introdução o autor defende que a democracia é a resposta a várias perguntas, entre elas, porque as artes são importantes em qualquer sociedade? Acredito que seria ainda mais interessante se a democracia não só permitisse a "expressão da arte" de forma livre, mas muito mais, que essa democracia permitisse sua acessibilidade de forma ainda mais criativa, abrangente, simples e a todos. Continuo buscando como posso fazer isso. Aceito sugestões...


Artes Visuais *3

Continuando a leitura... sobre modos de ver a arte.
Segunto a autora, ao observar pinturas é interessante atentar para quatro pontos:

"
- Indagar a finalidade de um pintura;
- Indagar o que elas nos dizem a respeito das culturas em que foram produzidas;
- Procurar avaliar até que ponto elas são realistas;
- Analisar em termos de contrução - ou seja, o modo como formas e cores são usadas para produzir padrões dentro do quadro.

A análise formal da construção de uma pintura frequentemente nos ajuda a compreender melhor seu significado a que o artista recorre para obter os efeitos desejados."


Neste capítulo quatro quadros foram analisados. A interpretação que mais me fascinou foi essa: (A autora estava analisando a finalidade da pintura)

" Bronzino retratou a deusa pagã do amor, Vênus, sendo beijada de modo eroticamente sugestivo por seu filho, Cupido, o menino alado. À direita do grupo central vemos um garotinho sorridente que, segundo um estudioso, representa o Prazer. Atrás dele está uma estranha jovem de verde, cujo corpo, notamos supreendidos. emerge de sob o vestido na forma de uma serpente esroscada. É provável que ela represente a Astúcia, uma qualidade desagradável - amável e sedutora na parte de cima e repulsiva sob a superfície - que frequentemente acompanha o amor. A esquerda do grupo central, vê-se uma velha megera arrepelando os cabelos.

É o Ciúme, essa combinação de inveja e desespero que também acompanha muitas vezes o amor. Ao alto vemos duas figuras erguendo a cortina que, aparentemente, cobria a cena. O homem é o Pai Tempo, alado, sustentando sobre o ombro sua simbólica ampulheta. É o Tempo que revela as complicações que assediam o tipo de amor lascivo aqui mostrado. A mulher defronte a ela, no alto, à esquerda, é - ao que tudo indica - a Verdade; ela desvenda a difícil e perigosa combinação de terrores e alegrias, inseparáveis das dádivas de Vênus. (...)



Portanto, o quadro transmite uma máxima moral: o ciúme e a astúcia podem ser companheiros tão inseparáveis do amor quanto o prazer. Contudo, essa máxima não é transmitida de modo simples e direto. (...) A intenção desse quadro não foi contar claramente uma história para pessoas incultas ou anafalfabetas, mas despertar a curiosidade e, em certa medida, provocar um público muito esclarecido e culto. (...) Portanto, era uma pintura destinada divertimento e edificação de um grupo restrito de pessoas cultas."

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Artes visuais *2

Estou lendo um livro, que a cada página tem me deixado reflexiva, entusiasmada e com vários pontos de exclamação ao encontrar respostas as minhas dúvidas. Se chama "A arte de ver a arte". Em síntese explica modos de ver pinturas. Entender o que o artista quer dizer com sua arte. E estou adorando saber!

Sempre admirei demais pinturas, principamente depois de criar um hábito mais frequente de ir ao encontro delas, seja em museus, espaços culturais e afins. Mas meu quase que por completo limitado conhecimento de como ver a arte, como interpretá-la, me deixava sempre curiosa por entender o que afinal o artista queria dizer.

Pronto! Achei meu primeiro passo nesse mundo paralelo de interpretação de pinturas e que fantástico está sendo ler e descobrir o "algo mais". Conforme for avançando, vou compartilhando como meio de fixar ainda mais o que tenho lido...

O melhor de tudo é ir lendo e olhando as imagens com aquele ar de : "Aaaah, agora entendi!" rs!

Algumas das pinturas que fazem parte desses passos:

Claude Monet: Impressão: nascer do sol

Agnolo Bronzino: Alegoria
**Minha favorita! A interpretação é fantástica!!!**

Katsushita Hokusai: A grande onda ao largo de Kanagawa

**Vale a visita ao site: http://www.katsushikahokusai.org/ **

Noelle Araujo: Arte livre baseada no artista moderno Jackson Pollock

**Tendo curiosidade, vale criar sua própria arte no site do artista:
http://www.jacksonpollock.org/**

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Preguiça


Sei que ando sumida...mas ao mesmo tempo sem culpas por essa pausa. Adoro ouvir dos amigos: "Hei, quando vai voltar a escrever?!" rsrs. Sinceramente, sinto falta também. Preciso me inspirar a escrever com força total. Ando meio preguiçosa... motivo dessa foto que me convidou a continuar assim... rs

Mas vou voltar amigos, conhecidos e desconhecidos quando menos esperarem. Talvez, quando eu mesma menos esperar!

A "trajetória" esta sendo intensa aqui fora.
Só uma breve explicação...